Focada em vidrarias de laboratório e consumíveis.
Vidrarias em geral para laboratório.
Vidrarias em Boro silicato 3.3
Muitas nomenclaturas ligadas às ciências estão relacionadas a homenagens a alguns cientistas, etimologia de palavras ou ao local de origem de sua descoberta, dentre outras proposições. Como poderemos observar, os vidros utilizados nos laboratórios não fogem a esta regra.
Balões, de fundo redondo e chato:O químico francês Antoine Lavoisier (1743-1794), foi um dos primeiros a popularizar aparelhos químicos em vidro ainda no século 18. Seu laboratório era bastante sofisticado para época, já que usava vidro alcalino, de sódio e até de quartzo. Foi no seu laboratório que se desenvolveram os balões, de fundo redondo e chato, muito parecidos com os atuais
Tubo de ensaio: Já o tubo de ensaio não tem um período de criação muito preciso. Estima-se que no início do século 19, pequenos tubos de vidro usados para fazer testes e reações passaram a ser utilizados pelos laboratórios de química. Mas sua origem pode ser muito mais antiga.
Hoje em dia, os tubos de ensaio são fabricados em diversos tamanhos e padronizados internacionalmente. Antigamente, eles não tinham um padrão muito rígido quanto ao seu tamanho e espessura.
O Becker, ou copo Béquer, talvez seja o recipiente mais usado nos laboratórios. A sua invenção é atribuída ao alquimista alemão Johann Joachim Becher (1635-1682), porém, há controvérsias sobre essa origem por existirem referências mais antigas sobre o uso desse utensilio. Outras leituras afirmam que béquer deriva do termo em latim Bicarius, que significa copo.
Seu formato se difere de um copo pela presença de um bico para realizar transferência de líquidos com mais facilidade. Neste instrumento, são colocados compostos para passarem por reação, aquecimento ou dissolução.
Frasco Erlenmeyer: Depois do Becker, o frasco Erlenmeyer é a vidraria de laboratório mais utilizada. Foi desenvolvida em 1860 pelo químico alemão Richard August Carl Emil Erlenmeyer (1825-1909).
Também é conhecido como frasco cônico ou frasco de titulação, pois diminui o contato do meio reacional com o oxigênio no caso de certas reações em que isto não é desejado. Além disso, o formato de cone invertido evita que o líquido em seu interior espirre para fora quando manipulado. Isso faz com que esta vidraria seja muito utilizada para rotinas de laboratórios em que seja necessário armazenar e misturar produtos e soluções.
A proveta foi inventada pelo médico e filósofo Jan Baptiste van Helmont no século 17. Ele foi inventor e desenvolvedor de muitas teorias importantes para a ciência, como a famosa “Teoria da Geração Espontânea”, inspirada nas ideias de Aristóteles, além de descobrir o gás carbônico e o óxido de nitrogênio. Van Helmont desenvolveu a proveta com o objetivo de isolar gases. Desta forma, também era conhecida como “jarra de gás” ou “jarra de Van Helmont”.
A proveta foi aperfeiçoada tempos depois pelo químico francês Joseph Louis Gay-Lussac. Foi introduzida uma escala para medir o volume dos gases.
Para armazenagem de produtos químicos, reagentes e soluções, o vidro utilizado foi inspirado durante muito tempo em vidros de perfume. Para a manutenção das características, sua embalagem deve ser vedada o suficiente para preservar a fragrância, textura e cor do perfume. No século XVIII, foi desenvolvido um tipo de frasco, feito de cristal ou porcelana, com a tampa esmerilhada para evitar o contato com o ambiente. Rapidamente, este tipo de frasco também passou a ser utilizado para armazenar produtos químicos e farmacêuticos.
Os cálices são usados para a observação de reações e separação de sólidos em meio líquido. Eles são utilizados como copo de sedimentação ou precipitação. A parte sólida presente no líquido analisado se acumula no fundo do cone, facilitando a decantação, que é o processo físico de separação de misturas de densidades diferentes.
O gral (ou almofariz): Objeto familiar pela semelhança com o pilão, presentes em muitas cozinhas é um utensílio de laboratório usado para triturar sólidos. Sua origem é bastante antiga, mas seu uso em laboratórios se popularizou a partir do século 19, quando passaram a ser produzidos em porcelana e vidro.
A vidraria desempenha um papel significativo na rotina dos laboratórios, contribuindo para a produção, teste e melhoria de uma variedade de processos. O conhecimento sobre esses equipamentos é crucial para garantir a segurança e eficiência dos experimentos. Conhecer a história do desenvolvimento desses aparelhos nos possibilita uma compreensão mais profunda das práticas científicas e da evolução tecnológica em diversos campos do conhecimento.
qualidade em vidros específicos
O balão volumétrico serve para preparar e diluir soluções químicas com altíssima precisão. Ele possui um formato de “pêra” com pescoço longo e um traço de aferição, garantindo a exatidão do volume para que se obtenha a concentração exata desejada em experimentos e análises.
Béqueres, pipetas, provetas e frascos são apenas algumas das principais vidrarias de laboratório. Esses acessórios são essenciais para o desempenho das atividades laboratoriais, que incluem medição, transferência e aquecimento de líquidos, mistura de substâncias químicas e preparação de soluções.
Grande parte dos tipos de vidrarias para laboratório é fabricada com vidro especial. São resistentes a altas temperaturas e não absorvem resíduos de líquidos e demais produtos, evitando, portanto, uma possível contaminação das amostras.
O vidro borosilicato é a matéria-prima mais aplicada nas vidrarias de laboratório por ser um material resistente e menos vulnerável ao aquecimento. Além da aplicação laboratorial, é utilizado em indústrias químicas, projetos de iluminação e pode ser encontrado em algumas janelas.
Quer saber mais? Continue a leitura e confira as 18 principais vidrarias de laboratório e suas funções, além de saber como fazer a limpeza desses utensílios.
É um dos frascos de vidro para laboratório mais utilizados e mistura líquidos por agitação. Possui boca mais estreita, base larga e plana. É conhecido como frasco cônico ou frasco de titulação. Recebeu esse nome em razão do seu criador, o químico alemão Emil Erlenmeyer, em 1860.
O formato de balão dessa vidraria proporciona segurança durante o manuseio, pois evita respingos e derramamento dos produtos. Além disso, faz com que os solventes voláteis não evaporem, tornando-o ideal para o manuseio dessas substâncias.
O uso mais tradicional do frasco é no processo de titulação, quando precisamos determinar a concentração de uma solução que contém um ácido ou uma base em quantidade de matéria (mol/L).

É uma vidraria básica para qualquer tipo de laboratório, pois serve para armazenar substâncias, misturar reagentes para preparar soluções, além de ser útil para titulação.
O frasco tem graduação e, geralmente, é de vidro borosilicato, material bastante resistente. Vem com tampa rosqueável, que pode ir à autoclave, à prova de vazamentos.

Serve para acondicionar, misturar e coletar substâncias. Por ser resistente ao frio e ao calor, pode ser colocado sobre a chama de um Bico de Bunsen, mas cuidado: a manipulação da peça deve ser feita com uma pinça para não queimar as mãos.
Com formato cilíndrico alongado e estreito, o tubo de ensaio deve ser armazenado na posição vertical em um suporte. É fabricado em vidro ou plástico e pode vir com tampa.
Os tubos de ensaio fazem parte do kit de vidrarias básicas de um laboratório de química, de ciências, de biotecnologia, farmacêuticos e em salas de aula.

É uma das principais vidrarias de laboratório, utilizada na preparação de soluções em volumes precisos, quando não há espaço para erros nas quantidades. O frasco tem base larga, “pescoço” fino e comprido, com linha de aferição, e vem com tampa de plástico ou rolha de vidro para conservar o líquido.
É fabricado, normalmente, em vidro borosilicato ou polipropileno, e é vendido em cinco tamanhos: 50 ml, 100 ml, 250 ml, 500 ml e 1.000 ml.
A vidraria é especialmente utilizada quando o volume é grande demais para ser medido com uma pipeta ou bureta. Além da preparação de soluções, outras aplicações são a análise volumétrica e a diluição de amostras.

É um frasco muito comum nos laboratórios e utilizado no preparo de soluções, na dissolução, no aquecimento de líquidos e no armazenamento temporário de amostras durante experimentos. O material é resistente, o que permite exposição a temperaturas baixas e altas, sem risco de danos.
O copo becker de vidro tem base plana, formato cilíndrico básico (como um copo que temos na cozinha de casa) e um bico para maior precisão no despejo das soluções. Não tem tampa.

É um recipiente cilíndrico achatado com tampa utilizado para cultura e identificação de microrganismos. Pode ser feito de vidro ou plástico, sendo alguns modelos descartáveis, e outros, autoclaváveis.
Sua invenção foi realizada em 1897 pelo microbiologista alemão Julius Petri. Desde então, o design da placa não mudou praticamente nada. Atualmente, alguns recipientes contam com divisórias.
As placas são preenchidas com uma mistura de nutrientes, sais e aminoácidos para que as bactérias cresçam ali e depois sejam analisadas pelos microbiologistas.

A vidraria desempenha papel fundamental em pesquisas científicas, como no crescimento de microrganismos e na realização de experimentos em diversas áreas, como microbiologia, biologia molecular e citogenética.
A versatilidade de aplicações permite o desenvolvimento de novos fármacos, assim como de estudos de toxicidade, relacionados ao câncer e suas terapias, biologia regenerativa, entre outras áreas da pesquisa científica laboratorial.
A proveta mede volumes de líquidos e é um instrumento de baixa precisão. Quando é necessário ter medidas exatas, recomenda-se a utilização da pipeta graduada.
Seja de vidro ou plástico, a proveta suporta volumes entre 5 ml e 2.000 ml. O formato é de tubo, com abertura no topo, e base na parte inferior, o que confere mais estabilidade durante o manuseio.

Utiliza-se a proveta graduada em processos de química, física e biologia, aferindo líquidos de baixa precisão. Pode ser aplicada na determinação de densidades, preparação de soluções químicas, separação de líquidos, condução de experimentos físicos e em outros procedimentos.
Na continuidade da lista de vidrarias de laboratório, temos a pipeta graduada cuja função é transferir líquidos de um recipiente a outro em atividades que exigem algum grau de precisão.
As pipetas funcionam por um sistema a vácuo. A base possui uma abertura por onde o líquido entra, e no topo, existem saídas de ar. O líquido entra pela base e preenche a pipeta. Depois, fecha-se a tampa para criar o vácuo e prender a solução dentro do equipamento.
Fazem parte das vidrarias de laboratório de análises clínicas, mas também de outras áreas. Algumas das principais aplicações da pipeta graduada incluem:
Apesar de ser uma ferramenta útil para medições de quantidade, geralmente possui precisão menor em comparação com a pipeta volumétrica, que é mais adequada para aferições de alta precisão.

Fabricado em vidro borosilicato, o retentor, como o próprio nome sugere, tem a função de barrar a umidade de soluções salinas, alcalinas, solventes polares e soluções em geral, sendo utilizado em dispensadores de líquidos para laboratórios.
É aplicado, ainda, em diversos campos, incluindo laboratórios de análises clínicas, de alimentos, biotecnologia e química. Além disso, é muito útil em experimentos que exigem precisão na distribuição de líquidos e quando é necessário manter a umidade controlada para garantir a integridade dos resultados.
É uma vidraria muito comum em laboratórios de microbiologia. Trata-se de um pequeno retângulo de vidro translúcido, de fina espessura, que protege do ressecamento e da oxidação a amostra que está sendo analisada por microscópio.
Ela também tem a função de manter a amostra imóvel e de protegê-la do toque acidental, de poeira e até do contato com a lente do equipamento.
No estudo de fluorescência e microscopia confocal, as lamínulas são utilizadas para cobrir as preparações e evitar a fotodegradação dos fluoróforos.

O kitassato é um equipamento de vidro com formato cilíndrico e haste lateral. É utilizado em filtrações a vácuo, em que a tubuladura lateral é conectada a uma bomba para criar uma pressão reduzida, permitindo a separação de substâncias sólidas e líquidas.
A vidraria pode ser utilizada como recipiente de recolha de fluidos durante o procedimento. Além disso, o kitassato pode ser aplicado em destilações simples ou fracionadas, em que a substância líquida é aquecida e os vapores são condensados e coletados no instrumento.
O vidro de relógio é um pequeno recipiente côncavo feito com formato circular. É utilizado principalmente para a pesagem de pequenas quantidades de sólidos em laboratórios, mas também pode ser usado em análises e evaporações em pequena escala.
A forma côncava ajuda a evitar que as substâncias se espalhem durante a pesagem e facilita a transferência dessas substâncias para outros reservatórios, caso necessário.
Também pode ser utilizado como tampa para cobrir recipientes, permitindo a entrada de ar durante reações químicas, evitando, assim, a contaminação e controlando a evaporação lenta de líquidos.

O funil de separação, ou decantação, é uma das principais vidrarias de laboratório para realizar fracionamento de líquidos imiscíveis com densidades diferentes. Possui formato de pera, sendo a parte superior cônica, e a inferior, equipada com uma torneira.
São utilizados em diversos procedimentos, entre os quais:

A cubeta é um material de laboratório que tem como objetivo armazenar amostras que serão analisadas em um espectrofotômetro. É um recipiente produzido a partir de diferentes materiais, como plástico, vidro ou quartzo. Tem a forma de pequenos tubos circulares ou quadrados, selados em uma das extremidades.
Na prática, os líquidos das cubetas são analisados no equipamento para determinar a concentração de substâncias em soluções ou a medição da transmitância ou absorção da radiação em um determinado comprimento de onda. Essas análises detectam a quantidade de luz transmitida ou absorvida pela amostra em diferentes comprimentos de onda.

A escolha do tipo de cubeta depende da análise que se pretende realizar, mas também da faixa de comprimento de onda da luz que será utilizada no espectrofotômetro. Existem itens feitos de materiais transparentes, como vidro ou quartzo, ideais para análises em faixas ultravioleta e visível.
Já as de plástico são mais utilizadas para análises em faixas visíveis. Além disso, estão disponíveis cubetas descartáveis, que facilitam a limpeza e evitam a contaminação cruzada entre diferentes amostras.
A bureta é uma das principais vidrarias de laboratório para a medição precisa de volumes de líquidos. É composta por um tubo de vidro longo e cilíndrico, que termina em uma torneira de precisão na parte inferior e possui uma escala graduada ao longo de sua extensão.
É fixada verticalmente em um suporte universal e é comumente utilizada em técnicas de titulação. O instrumento é útil tanto em química e bioquímica, em análises qualitativas ou quantitativas.

A principal aplicação da bureta está relacionada à dosagem volumétrica de reagentes nas titulações. Assim, permite adicionar gota a gota o necessário, até que ocorra a reação completa e seja alcançado o ponto de equivalência.
Também pode ser utilizada em outras técnicas laboratoriais, como na dosagem de ácidos e bases, em análises de pH e na preparação de soluções padrão.
O condensador é uma vidraria utilizada em laboratórios com o propósito de condensar gases ou vapores, transformando-os em estado líquido. É fundamental em processos de destilação, pois auxilia na separação de componentes líquidos de uma mistura.
A vidraria resfria vapores, geralmente por meio de água fria que circula pela superfície externa do aparelho, fazendo com que os vapores se condensem.

O Tubo de Nessler é uma vidraria de laboratório utilizada para realizar análises químicas. É um recipiente transparente, com formato cilíndrico e geralmente tem uma escala graduada para facilitar a medição de volume. O instrumento é projetado para comparação de cores e turbidez entre soluções químicas.

Já o tubo de Thiele é um instrumento de vidro utilizado para determinar a temperatura de fusão de uma substância. Ele se assemelha a um tubo de ensaio, mas possui um braço lateral, onde o aquecimento da substância ocorre.
Como limpar as principais vidrarias de laboratório
Como você higieniza todas as vidrarias de laboratório? A manutenção periódica vai ajudar a aumentar a vida útil dos materiais, além de garantir que os procedimentos não sofram contaminação cruzada. Para isso, é preciso tomar alguns cuidados.
Na maioria das vezes, o detergente neutro, sem cor e aroma, será o melhor produto para a limpeza. Já para sujidades orgânicas e oleosas, solventes como clorofórmio e hexano são mais eficientes.
Porém, se houver resíduos de metais ou de química analítica no vidro, os solventes recomendados são oxidantes fortes, como solução sulfonítrica ou de hidróxido de potássio. Para todos os casos, a indicação é finalizar com água destilada.
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